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    Mensagem por Admin em Sex 6 Jul 2012 - 20:25

    Aiko escreveu:
    Diziam que a raptada estava escondida
    No interior de uma fortaleza cinza e inexpugnável
    Diziam que as noites eram monstros. Monstros,
    E que o perigo espreitava em cada canto.


    - O que você está fazendo mamãe? - o pequeno perguntava desesperadamente vendo sua mãe arrumar todas as suas roupas em uma pequena mochila.
    - Temos que nos mudar o quanto antes. Temo que não haja mais tempo e...
    - Mas.... Mas eu não quero ir embora de Konoha! - gritou ele, desabando em lágrimas. Jimks estava encolhido num canto, de orelha baixa e o rabo entre as pernas, chorando baixinho.
    - Deixe de ser criança, cale a boca e não me atrapalhe - gritou com seu vozeirão.
    Vivianne Inuzuka. Jounin. 32 anos de idade e solteira. Mãe de um único filho e conhecida como uma das piores Kunoichis de Konoha, principalmente em personalidade. Uma mulher alta, era muito bonita, mas a partir de um tempo começou a ficar magra, muito magra. Não aparecia mais em seus compromissos, não treinava e possuía olheiras muito grandes e bem pretas. A muito tempo também ela havia deixado de preocupar-se com sua aparência, deixava seu filho sozinho em casa sem ter o que comer e não estava mais ligada a esse mundo.

    Aiko continuava chorando, com o filhote em seus braços que logo entrou para dentro da mochila do menino.

    Vivianne se cansou da choradeira. Olhou irritada para Aiko e fora em sua direção com os punhos fechados, o garoto fechou os olhos com medo, mas antes que o pior pudesse acontecer um enorme cão entrou pela porta da frente latindo e nervoso, logo atrás, pelas janelas adentraram uns três ninjas, um deles gritou:
    - Vivianne Inuzuka! Você está presa por trafico ilegal. O coração do garoto bateu mais forte. Logo a única coisa que viu foi um vulto negro e escutou latidos que imaginou ser de Layla, a cadela de sua mãe.

    2 anos depois

    Chovia muito, dava para ver pelas janelas, o barulho era insuportável pois batia no teto da casa de madeira. Aquele ambiente era muito agradável - se não pelo fato de morarem em uma casinha de madeira com apenas dois quartos, uma cozinha pequena ligada a sala de estar.
    A cada dia após sua partida de Konoha, não se lembrava de muito sobre aquele dia, a sua vida piorava cada vez mais.
    Era um inferno. Todos os dias ia algum drogado, ou bêbado, em casa a procura de sua mãe. E, não podia falar que era seu filho, se não apanha e ia para o sótão onde ficava preso por dias sem água e comida, junto com Jimks.
    Também não podia sair de casa. Não podia falar alto, muito menos deixar as luzes ligadas quando sua mãe estava em casa.

    Porém, certo dia ela não voltou.
    Passou um dia, dois, três... uma semana e ela ainda não havia voltado. E a chuva continuava.
    - Não quero mais ficar aqui, Jimks. Vamos embora. - pegou uma mochila, onde colocou um cobertor e Jimks dentro, enrolado. Fechou quase toda a mochila, só deixou aberto onde o focinho de Jimks pudesse aparecer, para respirar.
    Não pegou nada além da mochila com Jimks e um guarda-chuva. Não tinha nada que poderia pegar. Nada que queria levar. Começaria uma nova vida. Colocou os pés fora de casa e deu o primeiro passo, com o guarda chuva em mãos para se proteger dos pingos d' água.
    Nunca parava de chover. Não tinha o por que esperar a chuva parar, se não iria.


    Acordou sendo chamado por um homem , não muito alto, sem fios de cabelo e os que possuía eram grisalhos. Era ligeiramente encurvado pela idade, usava uma roupa meio rasgada e envelhecida, seu porte parecia ser maior para aquela roupa.
    - Você está bem? Vai pegar o trem também? - Aiko se viu deitado encima de um punhado de palha, embaixo da tenda da rodovia do trem. Estava abraçado a sua mochila, onde estava Jimks que dormia ainda, parecia dopado.
    - Trem? Que trem? - perguntou o menino, timidamente se levantando e colocando a mochila em suas costas.
    - O grande trem, meu jovem. O trem da verdade. Dizem que ele te leva exatamente para o lugar que você tem de estar, antes mesmo de você saber sobre isto. - por um momento achou que o homem em sua frente estava louco, ou falava grego. Alguns fiapos de feno rodopiavam preguiçosamente pela bermuda rasgada e antiga de Aiko que a usava fazia um tempo, não conseguia se lembrar. Ela era cinza e ia até um pouco abaixo do joelho. Sua camiseta era de manga curta, vermelha e estava escrito em letras grandes e brancas: Drunk, que significava bêbado em inglês, embora não soubesse disso amava aquela camiseta.
    Piscou os olhos duas vezes, o homem já havia subido no trem atrás de algumas pessoas, na maioria homens e mulheres velhos que mal conseguiam caminhar sem a ajuda das suas bengalas. Ele não conseguiu se mover, ficou olhando estático para o trem e quando se deu por si, ele partira com aquele seu estrondoso barulho, ameaçador.
    - Vamos, Jimks! - disse o jovem para seu cachorro, que latiu concordando. Saiu correndo, quase tropeçando. Conseguiu pular e se segurar na barra de ferro do trem, com a mochila nas costas aberta, onde Jimks estava com a cabeça pra fora.

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